Manta de Retalhos

Rodada, comprida, tingida de rosas
deixando na manhã um rasto de nevoeiro.
Um óbvio constrangimento tudo trespassa
como se todos soubessem onde nos escondemos.
A história repetida ao contrário,
revelada em pequenos soluços
segredos e palmas e dor e luzes
e uma vida deformada
para caber num molde estranho.
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Quando o projector iluminar as minhas mãos,
(a minha deixa), entenderei a tua mensagem.
A minha fala é esta: o silêncio
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despindo cuidadosamente
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a tua manta de retalhos.
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Ju


imagem:Mondrian

3 comentários:

Texto-Al disse...

inconfudivel;) este poema só podia ser teu, Ju;)

T.

celina vasques disse...

belissimos versos Poeta Ju!

Meus aplausos...escolhi esse em teu blogger...mas teus poemas...absolutramente todos são fantásticos!

beijos brasileiros!

Ju disse...

obrigada Celina.Fico honrada com o teu comentário.Abraço inter-continental para ti.
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T., :)