Lua Cheia



Que há de novo com a lua cheia
Trazendo na mão o bouquet da florida dor
Amar é tantas vezes deixar ir
De novo e de novo e de novo
na roda gigante de saia rodando.

Amarelo redondo queijo guardado no céu
Uma nocturna via rápida pelo mar dentro
Estrada de luz atravessando o calor.
O coração despido deitado no chão
Sobre a areia molhada apenas estavam
Corpos paralelos em silêncio prateado.

Aqueles que ao longe julgavam ver
Uma pedra rolando na onda brilhante
Era o peito de ave ferida que aí ficara
Tão dorido se fez sólido, pedrinha de charco
Embatendo nos cascos dos navios-fantasma.
--
Ju

2 comentários:

Texto-Al disse...

incrível a tua musicalidade:)

beijo
T.

Mônica Angeleas disse...

Passei para desejar um bom fim de semana.
Abçs.

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