Uivos de Zoo




quando és o insecto com o ventre para o céu
quando estás farto de espernear e desistes
quando vês enfim a terra girar à tua volta
e só tu estás parado no momento único
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quando vês nos teus pés uma correia
quando bates as asas e não voas
quando estás exposto num poleiro
quando a tua natureza está agrilhoada
e ouves dizer que nasceste em cativeiro
--
e sabes da memória dos tempos do brilho da liberdade
duma época sem fronteiras onde se batem as asas
onde cada um é cada um e cada um é deus
valoroso e admirável ser único
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algo que apenas intuis
vem de noite, por favor
e corta-lhe as correntes
prefere morrer na natureza viva
a viver na jaula de sua neurose.
--
Ju

3 comentários:

Branca disse...

Que bom estar de volta!
: )

Pedro Rodrigues disse...

Liberdade, sempre.

MADRUGADA... disse...

só com liberdade nos podemos encontrar.


gostei. mesmo.