Polaroid




















F. saiu da sala parcialmente morto.

Nada o frustrou mais do que o facto de eu não ter aceite os seus elogios.

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Perspectivas no meu quarto azul













Um bom poeta tem direito a escrever alguns poemas maus.

Um mau poeta devia ter vergonha.


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A Casa do Esquecimento, de Fernando Dinis























Já está à venda o livro do nosso amigo e colega do Texto-al Fernando Dinis. O romance A Casa do Esquecimento foi o vencedor do Prémio Fnac/Teorema.

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O Sol, um poema de Tiago Nené



















O SOL

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À Inês Ramos, em jeito de agradecimento

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Sinto como imagino que o sol se sente,

o sol buscando os seus atalhos

no interior das horas naturais, nos equilíbrios sem eixo,

sobre as sequências de imagens, errando nas biografias

sem molduras, sobre as silhuetas dos carros,

sem a fadiga de um pequeno abraço ou a mudez

premeditada de um delírio convalescente,

o sol explorando o infinito da superfície vagarosa,

contornando a água de uma lágrima, impalpável

e deslumbrante, silenciosamente no caminho dos versos.

O sol que na aurora apunhala a noite,

O sol que não permite que os céus se colem,

O sol que movimenta as transparências dos homens e mulheres,

O sol que apaga a nitidez dos detalhes inúteis,

O sol que dá corda aos pássaros e aos ruídos,

O sol poético, o sol insone, o sol-ignição de todas as cores,

O sol eterno, o sol-víbora, o sol que te estranha,

O sol que te ama,

O sol, o sol, o sol...

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Tiago Nené

in Instalação

(a sair em 2009)


Um poema de Celia Léon


















Nos últimos dias, e para além da tradução que estou a ultimar de Agencia del miedo, obra de Santiago Aguaded Landero, vencedora do Prémio Internacional Palavra Ibérica '09, e da preparação das apresentações na livraria Trama, onde vou estar no dia 30 com Vítor Cardeira e Luís Filipe Cristóvão, tenho-me deixado fascinar pela excelentíssima poeta Celia Léon. Deixo uma tradução de um dos seus poemas.


Ontem à noite sonhei que paria cachorros


Ontem à noite sonhei que paria cachorros,
Cachorros teus que vendia em auto-estradas desertas.
Paria sem ventre sem estômago cheio de caprichos benzidos.
Sem maçãs vomitadas à meia-noite.
Paria cães húmidos que limpava com os teus panos sujos,
Toalhas rotas de hotéis onde nunca estivemos.
Despertei com a tua ausência tão mal sintonizada como sempre,
Como sempre repleta de café morno queimando os meus sonhos.
E fria a noite, húmida a almofada.
Não descias a mim para me abraçar,
Caminhavas com pedras nas botas,
Com a gravata atada pela cintura.
Com pulsações prenhes de areia molhada
destruías o nosso rasto.
Ladra a tua voz de novo nos espelhos, hoje.

Celia Léon
(tradução do minúsculo poeta Tiago Nené)

U2 - Get on your boots

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Future needs a big kiss winds blow with a twist never seen a move like this can you see it too night is falling everywhere rockets hit the funfair satan loves a bomb scare but it won't scare you hey sexy boots get on your boots yeah...

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Myspace e a banda The Mystery Artist

Desde que aderi ao Myspace, tenho encontrado coisas incríveis. Neste momento oiço os The Mistery Artist banda do Porto, liderada por Miguel Lopo. Achei que seria boa ideia partilhar.

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Da Raiva

Uma coisa que me irrita é entrar num site, qualquer que ele seja, e de imediato começar a ouvir música. Viajando um pouco pela blogosfera e por alguns perfis de redes sociais tive algumas experiências destas. Será uma questão de tacto? Uma questão de educação? Uma questão de mero desconhecimento? Tenho a certeza que alguém me chamará mesquinho quando ler isto. Ou então dirá que sou o único a quem isto irrita. Mas serei mesmo?


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The Killers - Human



cut the cord are we human or are we dancer my sign is vital my hands are cold and I'm on my knees looking for the answer are we human or are we dancer

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