F. saiu da sala parcialmente morto.
Nada o frustrou mais do que o facto de eu não ter aceite os seus elogios.
[tn]
F. saiu da sala parcialmente morto.
Nada o frustrou mais do que o facto de eu não ter aceite os seus elogios.
[tn]

À Inês Ramos, em jeito de agradecimento
Sinto como imagino que o sol se sente,
o sol buscando os seus atalhos
no interior das horas naturais, nos equilíbrios sem eixo,
sobre as sequências de imagens, errando nas biografias
sem molduras, sobre as silhuetas dos carros,
sem a fadiga de um pequeno abraço ou a mudez
premeditada de um delírio convalescente,
o sol explorando o infinito da superfície vagarosa,
contornando a água de uma lágrima, impalpável
e deslumbrante, silenciosamente no caminho dos versos.
O sol que na aurora apunhala a noite,
O sol que não permite que os céus se colem,
O sol que movimenta as transparências dos homens e mulheres,
O sol que apaga a nitidez dos detalhes inúteis,
O sol que dá corda aos pássaros e aos ruídos,
O sol poético, o sol insone, o sol-ignição de todas as cores,
O sol eterno, o sol-víbora, o sol que te estranha,
O sol que te ama,
O sol, o sol, o sol...
Tiago Nené
in Instalação
(a sair em 2009)

Uma coisa que me irrita é entrar num site, qualquer que ele seja, e de imediato começar a ouvir música. Viajando um pouco pela blogosfera e por alguns perfis de redes sociais tive algumas experiências destas. Será uma questão de tacto? Uma questão de educação? Uma questão de mero desconhecimento? Tenho a certeza que alguém me chamará mesquinho quando ler isto. Ou então dirá que sou o único a quem isto irrita. Mas serei mesmo?
[tn]