auto-retrato



Gosto sempre de ouvir Paulo Serra falar de si e da sua arte, para ele cada vez mais uma e a mesma coisa, como me pareceu ao ouvi-lo, quer na leitura do texto onde se organizou para poder continuar, quer no que a seguir disse respondendo a diversas perguntas, sobretudo da curiosa e incansável Van. Arte e vida, arte como obsessão, arte como exorcismo, o artista como neurótico, a supremacia da emoção sobre a razão, eis alguns dos temas que o encontro com Paulo Serra me suscitou ou reforçou.

[escrevi esta nota num post já existente porque me pareceu ficar aqui bem, com um auto-retrato do autor. Luís Ene]

2 comentários:

van disse...

Gostei de descobrir o artista pelas pequenas coisas que aparentemente nada têm de profundo ou filosófico. Gostei da simplicidade com que concluiu "O que é o íntimo? São 3 ou 4 coisas, somos todos iguais". Gostei do seu texto intenso, e ficaram-me no ouvido algumas palavras como "lindo, o som do meu desenhar!". E por fim a síntese do que é a arte: "entrega, dádiva".

["curiosa e incansável"? Eu? Quem é que escreveu isto? ;)]

Anónimo disse...

...e as questões continuaram...

Obrigada, Paulo. Pela presença, pela partilha.

[mbv]