Onze Palavras - um poema de Sylvia Beirute




















ONZE PALAVRAS


quisera
crer o amor escondido no porta-malas do cérebro, uma res-
posta que ainda pergunta /diminuem as sombras com as palavras/ e lá uma re-
tribuição para além do recebido:
os sentidos são o correio do corpo.

quisera crer que ligaria, claro, mais tarde, às onze e meia,
às onze e meia em ponto, com onze,
onze palavras mornas e a síntese do não - convergências,
e a antítese do sim - divergências,
frias como um cartão de crédito
entre os dedos de um homem que procura um útero
onde possa derrotar-se.

Sylvia Beirute

Sylvia Beirute nasceu em Faro, no ano de 1984, e nunca publicou. Este poema é um exclusivo do Texto-al, que aqui publicamos com a devida autorização.

6 comentários:

Felipe Braga disse...

Belíssimo poema!
Gramde poetisa.
Encantado.

Mikas disse...

Adorei :-)

Elcio disse...

O todo mt me agradou, contudo, uma frase c me chamou a atençao:
"[ ]os sentidos são o correio do corpo[ ]"

Parabens pelo feeling.

É isso aí.

Lobirato disse...

espero que apareçam mais poemas dela. mt bom mesmo.

Laura disse...

E eu compraria um livro dela!

BAR DO BARDO disse...

Texto forte, bastante. Café forte com aditivos... Tentei comentar em seu blogue, mas não consegui).

Bom domingo, Sylvia Beirute!