Essencial

photo by: thiagovga

Olhas-me.
Jamais poderás entender que não sou o que escrevo nem escrevo o que sou.
Procuras-me os sentidos,
Anseias desvendar-me uma alma repleta de sonhos perdidos e amores ancorados.

Concentra-te.
Olha-me uma vez mais:
Feita do mesmo material que tu,
Da mesma matéria que sorri e chora,
Que fere e sabe ferir.

Nada mais que isso,
Tão ridícula e tão só como tu,
Afinal, como todos nós.

3 comentários:

Cosmunicando disse...

belo!
afinal, somos tão iguais :)

Úrsula Avner disse...

Olá Isa, poema com mensagem profunda e linda sobre a existência
humana. Um abraço.

António Gallobar disse...

Um maravilhoso poema, muitos parabens adorei