Um poema de José Emilio Pacheco: Memória



















MEMÓRIA

não leves muito a peito
o que diz a memória.

possivelmente não a houve esta tarde.
talvez tudo seja um auto-engano.
a grande paixão
somente existiu no teu desejo.

quem te disse que não te estaria contando ficções
para alargar o prorrogar do fim
e sugerir que tudo isto, tudo isto
teve ao menos um sentido.

José Emilio Pacheco
Tradução de Tiago Nené

3 comentários:

Conceição Duarte disse...

Parece que tudo tem sentido....
deixo um pedido, e um beijo
por favor entrem no

http://www.gazetadosblogueiros.com

GRIFOPLANANTE, está no meio da pagina, dê um clique apenas por lá e proveque é unido ao pessoal da net como nós somos! Obrigada, e conheça oblog desse grande fotógrafo português... obrigada CON

Angela Ladeiro disse...

A vida é cheia de sentidos...temos de nos orientar bem! Lindo poema.

Nivaldete disse...

Bom encontrar um poema de J. Emilio Pacheco aqui! Obrigada.