Correntes D'Escritas 2010 - Programa Cultural
PROGRAMA CULTURAL CORRENTES D'ESCRITAS 2010 (Póvoa de Varzim)
dia 20, Sábado
22h00
Espectáculo de Teatro Apalavrado: O Homem que Embala o Carrinho de Bebé (a partir de texto de Carlos J. Pessoa) e Num Dia Qualquer (a partir de texto de Luís Mestre)
(organização: Varazim Teatro)
AUDITÓRIO MUNICIPAL
dia 23, Terça-feira
23h00
Sessão de Poesia com Poetas convidadosAXIS VERMAR
dia 24, Quarta-feira
11h00
Sessão Oficial de Abertura de Correntes d' Escritas
Anúncio dos vencedores dos Prémios Literários Casino da Póvoa, Correntes d' Escritas Papelaria Locus e Conto Infantil Ilustrado Correntes d' Escritas Porto Editora de 2010
Lançamento da Revista Correntes d' Escritas 9, dedicada a Agustina Bessa-Luís
CASINO DA PÓVOA
15h30
Conferência de Abertura
Leitura, Escrita e Educação, por Isabel Alçada, Ministra da Educação
Apresentação: José Carlos de Vasconcelos
AUDITÓRIO MUNICIPAL DA PÓVOA DE VARZIM
17h00
1ª MESA: "Escrevo para desiludir com mérito" A.B.L
Ana Luísa Amaral
Eduardo Pitta
Fernando J.B. Martinho
Gilda Nunes Barata
Zuenir Ventura
Catherine Dumas - moderadora
AUDITÓRIO MUNICIPAL DA PÓVOA DE VARZIM
22h00
Lançamento de Livros
Ana Luísa Amaral, Inversos - Poesia 1990-2010, Dom Quixote
Inês Botelho, O Passado que Seremos, Porto Editora
J.J. Armas Marcelo, A Ordem do Tigre, Teorema
Lourenço Pereira Coutinho, Cinco de Outubro, Sextante
Manuel da Silva Ramos, Três Vidas ao Espelho, Dom Quixote
Tânia Ganho, A Lucidez do Amor, Porto Editora
AXIS VERMAR
23h00
Sessão de Poesia com poetas convidados
AXIS VERMAR
dia 25, Quinta-feira
10h00
SESSÕES NAS ESCOLAS
E.B. 2/3 Dr. Flávio Gonçalves:
Ana Luísa Amaral, valter hugo mãe
Tema: A voz das palavras
10h30
SESSÕES NAS ESCOLAS
Colégio de Amorim:
Dulce Maria Cardoso, João Tordo
E.B. 2/3 de Beiriz:
Gilda Nunes Barata, Ivo Machado
Tema: A voz das palavras
10h30
2ª MESA: Pedra a pedra constrói-se a poesia
Manuel Rui
Maria Teresa Horta
Pedro Teixeira Neves
Rosa Alice Branco
Tiago Gomes
José Carlos de Vasconcelos - moderador
AUDITÓRIO MUNICIPAL
12h30
Lançamento de Livros
Paulo Kellerman, Chega de Fado, Deriva
Pedro Teixeira Neves, Histórias do Barco da Velha, Trinta por uma Linha
CASA DA JUVENTUDE
15h00
3ª MESA:
"Passo e fico, como o Universo" A.C.
Bernardo Carvalho
Germano Almeida
Isaac Rosa
João Tordo
Tânia Ganho
Carlos Vaz Marques - moderador
AUDITÓRIO MUNICIPAL
15h00
SESSÕES NAS ESCOLASE.B. 2/3 de Aver-o-mar:
Rui Vieira, Vergílio Alberto Vieira
E.B. 2/3 Rates:
João Manuel Ribeiro, Pedro Teixeira NevesTema: A voz das palavras
17h00
Lançamento de Livros
Isaac Rosa, O País do Medo, Planeta
Zuenir Ventura, Inveja - Um Mal Secreto, Planeta
CASA DA JUVENTUDE
17h30
4ª MESA: Literatura: o esforço inédito das palavras
J.J. Armas Marcelo
Luís Naves
Manuel da Silva Ramos
Pablo Ramos
Paulo Kellerman
Inês Pedrosa - moderadora
AUDITÓRIO MUNICIPAL
21h45
Apresentação do Documentários: "Toma lá do O'Neill" de Fernando Lopes e "José Cardoso Pires - livro de bordo", de Manuel Mozos (Organização: Cineclube Octopus)
AUDITÓRIO MUNICIPAL
22h00
Lançamento de Livros
Héctor Abad Faciolince, Receitas de Amor para Mulheres Tristes, Quetzal
Milton Fornaro, Cadáver Precisa-se, Quetzal
Pablo Ramos, Origem da Tristeza, Quetzal
Pedro Eiras, Substâncias Perigosas, Livro do Dia
Rui Vieira, Vozes no Escuro, Edições Nelson de Matos
VV.AA Antologia Desacordo Ortográfico, Livro do Dia
AXIS VERMAR
23h00
Apresentação de Novos Projectos Editoriais
AXIS VERMAR
23h30
Lançamento do livro
O Terceiro Reich de Roberto Bolaño
dia 26, Sexta-feira
10h00
SESSÕES NAS ESCOLAS
Esc. Sec. Eça de Queirós:
Germano Almeida, Milton Fornaro, Rosa Alice Branco, Zuenir Ventura
Tema: A voz das palavras
Esc. Sec. Rocha Peixoto:
Inês Pedrosa, Leonor Xavier, Manuel Rui, Pablo Ramos
Tema: A voz das palavras
10h30
SESSÕES NAS ESCOLAS E.B. 2/3 Cego do Maio:
Tiago Gomes, João Paulo Sousa
Tema: A voz das Palavras
10h30
5ª MESA: As palavras cercam-nos como um muro
Héctor Abad Faciolince
Inês Botelho
Imma Monsó
José Carlos Barros
Sérgio Luís de Carvalho
Onésimo Teotónio de Almeida - moderador
AUDITÓRIO MUNICIPAL
12h30
Lançamento de Livros
Imma Monsó, Um Homem de Palavra, Casa das Letras
CASA DA JUVENTUDE
15h00
6ª MESA: "O poeta é um predador" A.B.
LInma Luna
Ivo Machado
Jorge Melícias
Tiago Nené
valter hugo mãe
Francisco José Viegas - moderador
AUDITÓRIO MUNICIPAL
17h00
Lançamento de Livros
Leonor Xavier, Casas Contadas, Asa
Luísa Dacosta, História com Recadinho, Asa
Ricardo Menéndez Salmón, Derrocada, Porto Editora
CASA DA JUVENTUDE
17h30
7ª MESA: A literatura perverte a imaginação
João de Melo
Leonor Xavier
Malangatana
Manuel Jorge Marmelo
Gonzalo Celorio
Ivo Machado - moderador
AUDITÓRIO MUNICIPAL
22h00
Anúncio dos vencedores dos Prémios de Edição Ler/Booktailors
AUDITÓRIO MUNICIPAL
dia 14, Sábado
10h30
8ª MESA: "Duvido, portanto penso" F.P.
João Paulo Sousa
Lourenço Pereira Coutinho
Paulo Moreiras
Pedro Pinto
Vítor Burity da Silva
José Mário Silva - moderador
AUDITÓRIO MUNICIPAL
16h00
9ª MESA: "Cada Palavra é um pedaço do Universo" A.N.
Luandino Vieira
Mário Zambujal
Milton Fornaro
Onésimo T. Almeida
Ricardo Menéndez Salmón
Rui Zink
Maria Flor Pedroso - moderadora
AUDITÓRIO MUNICIPAL
18h30
Encerramento
Entrega dos Prémios Literários Casino da Póvoa, Correntes d' Escritas Papelaria Locus e Conto Infantil Ilustrado Correntes d' Escritas Porto Editora
AUDITÓRIO MUNICIPAL
INICIATIVAS PARALELAS
dia 25, Quinta-feira
09h30
Sessões com alunos da Escola E.B. 2/3 DR. AUGUSTO CÉSAR PIRES DE LIMA (PORTO):
João Manuel Ribeiro, Vergílio Alberto Vieira, Maria do Rosário Pedreira
DIANA BAR
FEIRA DO LIVRO
CASA DA JUVENTUDE dias 24, 25, 26 e 27 Quarta, Quinta, Sexta e Sábado
CORRENTES D'ESCRITAS EM LISBOA
dia 1 Março, Segunda-feira
18h30
10ª. MESA: O Livro é isto:
Germano Almeida
J.J. Armas Marcelo
Ricardo Menéndez Salmón
Tânia Ganho
Patrícia Reis - moderadora
INSTITUTO CERVANTES
20h00
LANÇAMENTO DO LIVRO
Antes De Ser Feliz de Patrícia Reis
INSTITUTO CERVANTES
Categorias:
diversos,
divulgação
Enkeli
[para ti, que existes dentro deste poema]
De onde veio? Não sei. Sei que te amo e isso basta.
Irei amar-te sempre. Mesmo que o coração me doa.
Nunca saberei de onde veio. Talvez nunca queira realmente saber.
Adoro-te e quando te abraço não preciso de palavras para o dizer.
Fomos demasiado frágeis e isso denunciou-nos.
Eu e tu. Apenas nós.
Repetindo-nos. Olhando-nos ao espelho. Revendo-nos nos olhares tristes.
Repetindo-nos. Descobrindo palavras nas entrelinhas.
Eu e tu. Apenas nós.
Irascíveis. Transparentes. Corações em aberto.
Repetindo-nos. Repetindo-te.
Adoro-te. E às vezes isso basta.
Isa Mestre
De onde veio? Não sei. Sei que te amo e isso basta.
Irei amar-te sempre. Mesmo que o coração me doa.
Nunca saberei de onde veio. Talvez nunca queira realmente saber.
Adoro-te e quando te abraço não preciso de palavras para o dizer.
Fomos demasiado frágeis e isso denunciou-nos.
Eu e tu. Apenas nós.
Repetindo-nos. Olhando-nos ao espelho. Revendo-nos nos olhares tristes.
Repetindo-nos. Descobrindo palavras nas entrelinhas.
Eu e tu. Apenas nós.
Irascíveis. Transparentes. Corações em aberto.
Repetindo-nos. Repetindo-te.
Adoro-te. E às vezes isso basta.
Isa Mestre
Categorias:
Isa Mestre; Poesia
Tatuagem
[Tatuei-te no coração]
Por nunca te resignares,
Por te ter visto os olhos cobertos de lágrimas e o óculos de sol a disfarçar uma tristeza óbvia.
Sempre tão óbvia.
Por nunca baixares os braços,
Por nunca dizeres adeus,
Por nunca me te teres olhado como os outros.
Por teres visto em mim mais do que verdadeiramente fui.
Por acreditares que há paz mansa.
Por acreditares que há medo.
E chuva. E dor. E dedos e mãos.
Por acreditares que há abraços.
Por acreditares que ainda podias dar mais.
Mesmo quando as forças falhavam,
Mesmo quando o medo te devorava os sentidos.
Mesmo quando te disse,
- acabou.
E tudo o que querias saber era que ficaria tudo bem.
Isa Mestre
Por nunca te resignares,
Por te ter visto os olhos cobertos de lágrimas e o óculos de sol a disfarçar uma tristeza óbvia.
Sempre tão óbvia.
Por nunca baixares os braços,
Por nunca dizeres adeus,
Por nunca me te teres olhado como os outros.
Por teres visto em mim mais do que verdadeiramente fui.
Por acreditares que há paz mansa.
Por acreditares que há medo.
E chuva. E dor. E dedos e mãos.
Por acreditares que há abraços.
Por acreditares que ainda podias dar mais.
Mesmo quando as forças falhavam,
Mesmo quando o medo te devorava os sentidos.
Mesmo quando te disse,
- acabou.
E tudo o que querias saber era que ficaria tudo bem.
Isa Mestre
Categorias:
Isa Mestre; Poesia
Espero por ti no lugar de sempre

Brinde à loucura....
próxima como o sopro de um felino
o limite suportável da dor, onde fica?
que visões são estas dos anjos da noite
ronronando baixinho,
acariciando-me as dobras dos lençóis...
não vivi a guerra mas vi os corpos tombarem,
danço....aí vive a alegria plena, de memória.
Desde o dia em que partiste que habitas
a parte de dentro das minhas pálpebras;
a tua ausência é o conflito entre essa força bravia,
poderosa voz de uma tristeza voraz,
e a jaula, nessas vísceras fechadas,
onde me encontro.
--
Deixar ir...
--
sabes, quero dizer-te
tu que morres em mim como uma pele nova
outra madrugada e um copo entornado no tapete
o meu alcóol, ás vezes, tem sangue.
--
joana dias antunes
Categorias:
Ju
Reflexão acerca da infinidade da liberdade

As lágrimas
céleres como lava
corriam pelas faces de todos,
eram sangue em potência,
Urgiam como lobos.
E era lua cheia
E o pêlo recorrente,
Cinzento e amargo
Tecia camisas e calças
e tingia a neve eclipsada,
Cinzenta e amarga.
E nós,
Dançando na fogueira fria como bebés,
Guiávamos os corpos para a escuridão do crepúsculo,
Saudávamos
lestos
A dor que é ver partir o sol
e ter um sucedâneo tão pálido.
Guiávamos e éramos tão impotentes.
Mas
guiávamos os corpos,
os nossos corpos
para a escuridão do crepúsculo.
Há sempre poder quando há impotência,
há sempre um corpo,
um olho, um cabelo
que nos pertence.
Adriano Narciso
Categorias:
adriano narciso,
poema
Oceano-Útero (um poema de Aida Monteón)
OCEANO-ÚTERO
Esse grande peixe absorvido em lágrimas.
Mar vermelho.
Mar de fluxos incorrigíveis. Saga
de memórias amnésicas.
Boca de tempo.
O meu afecto de criatura marinha me verte peixe. Falo
do regresso, do retorno ao paraíso líquido,
e também do sal
preso à minha substância desde a primeira vez
que saí da água.
in Decantación / Decantação
(bilingue, 2010, Punta Umbría, pré-publicação)
Prémio Internacional Palavra Ibérica
Tradução portuguesa de Tiago Nené
Categorias:
poema
Um poema de Sylvia Beirute - O Beijo de Rodin
O BEIJO DE RODIN
não quero fazer filhos
sobre desejos adicionais
e tardios, desejos sobre a tela tardia da tarde,
desejos sobre o azul infindável
de boas razões indesejáveis.
não quero desejos de desejos,
desejos que retiram desejo a desejos de
tempo raso
e de feitio de auto-pertença e
leves contradições sem alarme e gafanhotos.
não é em vão que
o beijo de rodin é de pedra.
Sylvia Beirute
inédito
Categorias:
poema,
sylvia beirute
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